Ela pode parecer estranha por fora, até ganhou o nome de “fruta do dragão” em alguns países. Mas o sabor suavemente adocicado da pitaia tem atraído muita gente.

A fruta, da família cactaceae, é típica de regiões de clima quente e teve sua origem no México. No Brasil, o cultivo da pitaia começou na década de 90, com a produção concentrada no estado de São Paulo.

Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), o primeiro cultivo feito para estudos teve início em 2007, com o objetivo de ampliar as pesquisas sobre essa fruta tão diferente. Desde então, uma série de experimentos têm sido desenvolvidos: propagação, adubação, poda, polinização artificial, colheita e pós-colheita.

O que dizem as pesquisas sobre a pitaia?

José Darlan Ramos é professor do Departamento de Agricultura da UFLA e explica que o cultivo da pitaia é indicado, principalmente, para o pequeno produtor rural: “Ela se encaixa nos princípios da agricultura familiar, não exige muito em seu manejo, não necessita de uso de agroquímicos e, por isso, colabora para a conservação do meio ambiente”.

A fruta é escamosa e possui três principais variedades para o consumo: Hylocereus polyrhizus, vermelha por dentro com casca rosada, conhecida como pitaia vermelha, a Hylocereus megalanthus, com polpa branca e casca amarela, que é a pitaia-amarela, e a Hylocereus undatus, de polpa branca e casca rosada, que é a mais comum, a pitaia-branca.

Foto: Genet / Wikipedia

Pitaia-vermelha, bem suculenta! Foto: Genet / Wikipedia

Cada uma dessas variedades tem suas particularidades.

A pitaia de casca amarela e polpa branca pode custar até o dobro do preço! A explicação, de acordo com o pesquisador, é devido à baixa produtividade das espécies, devido ao fato de o cultivo ainda ser recente.

“Existe uma série de dificuldades que a pesquisa ainda não conseguiu resolver. Das três pitaias, a amarela é a que tem melhor sabor, mas demora muito para se desenvolver e atingir a maturação. Ainda há muito para ser estudado!”

A pitaia-amarela é mais cara e mais difícil de encontrar! Foto: Fibonacci / Wikipedia

A pitaia-amarela é mais cara e mais difícil de encontrar! Foto: Fibonacci / Wikipedia

Por que a pitaia é tão cara?

No mercado, o valor da pitaia costuma ser alto!

Isso acontece porque a oferta é menor que a demanda, ou seja, muita gente querendo e pouca gente produzindo.

O professor Darlan explica: “Apesar de ter tido um alto crescimento no plantio nos últimos dois anos, essas plantas ainda não começaram a produzir. Na nossa região, a produção do fruto vai de novembro a maio. No início desse período o preço é alto, contudo, em janeiro e fevereiro, o preço cai. O quilo chega a variar de R$100 no início e final da colheita e chega a R$8 no pico da oferta”.

Melhor aproveitar os meses do verão para consumir pitaia com preços mais baixos!

Para o professor Darlan, com o tempo, é possível que esse preço se estabilize e que a fruta possa ser encontrada com mais facilidade: “Talvez, num curto período, tenhamos tecnologias disponíveis para prolongar esse período de oferta, facilitando tanto para o mercado quanto para o produtor.”

E você, já conhece a pitaia?

Conta pra gente se já provou a fruta e o que achou do sabor!

(Com informações da assessoria de imprensa da UFLA)