MINAS FAZ CIÊNCIA foi à Escola Municipal do Bairro Tropical, em Contagem (MG), e propôs um papo, entre alunos e professores, sobre diversos assuntos.

O resultado da divertida (e enriquecedora) conversa foram ótimas entrevistas, realizadas por três estudantes do quinto ano do Ensino Fundamental com seus mestres de Ciências, Geografia e Matemática.

A galera aproveitou a ocasião para tirar dúvidas sobre coisas que deixam as pessoas muito curiosas!

E você, o que perguntaria a seu Mestre?

Guilherme Teles dos Prazeres (11 anos)


Qual a maior distância já percorrida pelo ser humano no espaço?

Fernanda Carmelita Fonte Boa Rabelo, professora de Ciências – Nossa maior viagem pelo foi à Lua, distância de, aproximadamente, 384 mil quilômetros. Apesar de os homens mandarem sondas a lugares muito mais distantes, elas não são tripuladas.

Se a Terra parasse, quais os efeitos sobre o ser humano?

Fernanda – Ocorreria algo parecido com uma grande batida entre carros. O movimento de rotação do planeta é de, aproximadamente, 1600 Km/h, e, se ele parasse, haveria desmoronamentos, desastres naturais e morte de seres vivos. Além disso, de um lado, a Terra ficaria completamente deserta, devido à exposição ao Sol; de outro, viraria uma geleira, e praticamente todas as espécies seriam extintas. 

Os “Buracos de Minhoca” existem?

Fernanda – A teoria dos Buracos de Minhoca foi criada pelos cientistas Albert Einstein e Nathan Rosen e fala da hipótese de existirem portais que permitam passagens através do tempo. Seria possível viajar ao passado, ao futuro, ou, ainda, percorrer distâncias muito longas de maneira rápida? Ainda não temos resposta científica a isso.

Mariana Magalhães Soares (11 anos)


No mundo, há muitas culturas, pessoas, tipos de locomoção e alimentos. A Geografia pode nos ajudar a entender tudo isso?

Ana Xavier Limas dos Santos, professora de Geografia – Podemos viver a Geografia no dia a dia. Você falou, primeiro, em cultura. Estudamos países, continentes e sua vasta diversidade cultural. Veja o Brasil: somos um país muito grande e miscigenado. Para cá, vieram os europeus, os negros africanos, e ainda havia os índios. Essa mistura faz parte de nossa cultura. Sobre os alimentos, a gente já vivencia a Geografia em muitos lugares: de onde vem e onde foi cultivado o café? Os grãos serão exportados? Por fim, a locomoção é muito importante para entendermos a movimentação das pessoas, as migrações, as mercadorias. 

Quantas placas tectônicas existem no mundo?

Ana – Existem divergências sobre isso em livros e sites. Alguns dizem que há placas maiores e menores. Em relação às grandes, o número varia entre 14 e 15 placas importantes. Entre as menores, a variedade é de 50 a 55 placas, mas, por serem pequenas, nem aparecem no mapa. Quando se trata de aspectos físicos, porém, na Geografia, tudo está em permanente transformação. Pode ser que depois apareçam mais.

Por que existem apenas seis biomas principais no Brasil?

Ana – Temos a Mata Atlântica, o Serrado, a Caatinga e a Floresta Amazônica. Eles são chamados de principais por serem maiores, mas também temos aqueles de menor tamanho, como os Manguezais e vegetações litorâneas, às quais os livros dão menos importância. Todos são vitais, pois abrigam espécies vegetais e animais de grande valor.

Letícia Brito Tófano (11 anos) 


O que a Matemática pode nos proporcionar? Onde e quando ela surgiu?

Mariana Carolina Carraro Chiodi, professora de Matemática – A disciplina surgiu na Babilônia, no século VIII a. C. À época, era usada para necessidades como contar rebanhos e ganhos do rei. Atualmente, há Matemática em tudo o que nos rodeia: números, formas geométricas, relógio, calendário, dinheiro etc. 

E por que a maioria dos alunos a considera tão difícil?

Mariana – Quando começamos a aprender, conhecemos os números. Eles aumentam e a gente conhece muitas outras operações. Se não aprendermos a adição direito, não conseguiremos entender, lá na frente, a subtração ou a multiplicação. Afinal, na Matemática, um conteúdo é pré-requisito para outro. Muitos alunos a acham difícil, justamente, pelo fato de, lá atrás, não terem consolidado um conteúdo.