O visual barbudo de D. Pedro II. Imagem via Wikimedia Commons.

O visual barbudo de D. Pedro II (1825-1891). Imagem via Wikimedia Commons.

Tem pesquisa sobre tudo neste mundo, inclusive sobre a história dos bigodes, sabia?

Barba e bigode foram especialmente importantes para homens que viviam no final do século XIX e início do século XX.

Naquela época, havia uma tendência a acreditar que os cabelos e pelos faciais refletiam a posição social e econômica que os homens ocupavam na sociedade.

Quem explica é Christopher Oldstone-Moore:

Homens cultivavam barbas ou bigodes para destacar suas virtudes naturais e direitos que, supostamente, só eles tinham.

No final do século XIX, as barbas cheias haviam entrado moda na Europa e nas Américas.

Ao mesmo tempo, a maioria dos exércitos europeus exigia que seus oficiais usassem bigodes.

Isso transformou os bigodes em um símbolo de masculinidade que foi rapidamente adotado por homens civis.

Machado de Assis, o grande autor brasileiro, também tinha uma barba volumosa. Imagem via Wikimedia Commons

Machado de Assis(1839-1908), o grande autor brasileiro, também tinha barba e bigode. Imagem via Wikimedia Commons

Pasteur estava preocupado com as doenças, mas também ostentava barba e bigode. Imagem via Wikimedia Commons: Louis Pasteur, em foto de Félix Nadar Crisco

Pasteur estava preocupado com as doenças, mas também ostentava barba e bigode. Imagem via Wikimedia Commons: foto de Félix Nadar Crisco

Com o início do século XX, a popularidade do cabelo facial diminuiu. Um dos condutores da mudança era a limpeza.

Enquanto os médicos do século XIX haviam argumentado que as barbas protegiam a pele dos homens e afastavam o pó e o ar ruim, as descobertas de Pasteur colocaram um novo foco nos micróbios que poderiam estar à espreita em todos os cabelos.

Além da higiene, o movimento em direção a rostos raspados refletiu um novo conceito de masculinidade.

Homens de todas as classes sociais estavam passando a ocupar empregos em locais de trabalho corporativos. Ali, o cabelo facial era uma marca indesejável, enquanto um rosto sem pelos sugeria energia, disciplina de equipe e juventude.

Viu como até uma opção simples como deixar ou não a barba e o bigode crescerem tem uma explicação nas pesquisas em história e sociedade? 😉

Via JStor.