Pesquisadores são premiados por estudos em virologia e nanotecnologia

Três pesquisadores mineiros foram vencedores da terceira edição do Prêmio Cientistas e Empreendedores do Ano Instituto Nanocell. Os premiados são o professor Mauro Teixeira e os estudantes Lorena Christine Ferreira da Silva e Luiz Gustavo Pimenta Martins, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.

Promovida pelo Instituto Nanocell, a iniciativa valoriza qualidade de produção científica, inovação e formação de pessoal, entre outros critérios. O processo de escolha dos ganhadores, nas categorias Professor, Aluno e Empresa, ocorre em três etapas. As duas primeiras fases são de indicação e votação pela internet. Na terceira etapa, o resultado é definido por comissão composta por membros de instituições científicas e educacionais brasileiras e estrangeiras.

A pesquisadora Lorena Christine Ferreira da Silva venceu na área Virologia: Atacando o vírus e novos usos, na categoria aluno. Confira, no Ondas da Ciência!

Pesquisa em virologia: vírus gigantes e caracterização do Tupanvírus

O Tupanvírus ao microscópio / Reprodução

No início de 2018, foi publicada na revista científica Nature Communications a descoberta do Tupanvírus. O maior vírus do mundo foi encontrado por pesquisadores da UFMG. Lorena Christine Ferreira da Silva foi uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo de caracterização do vírus, durante seu doutorado. Ela foi orientada pelo professor Jônatas Santos Abrahão, pesquisador líder do Grupo de Estudo e Prospecção de Vírus Gigantes (GEPVIG) da UFMG.

Lorena embarcou para seu doutorado sanduíche, na França, na época em que o primeiro Tupanvírus foi isolado no Brasil, pela pesquisadora Thalita Arantes. “Quando vimos que o Tupan tinha uma morfologia muito diferente, todos nós começamos a trabalhar bem rápido e intensamente, para conseguir informações sobre o vírus. E então meu doutorado sanduíche se voltou completamente para o Tupan”, conta Lorena.

A pós-doutoranda testou o vírus contra células hospedeiras e descobriu que apresentava um amplo espectro de hospedeiros; preparou o vírus para o sequenciamento de genoma e para análise de proteínas. “O Tupan foi um trabalho enorme que começou em 2015. E foi uma tarefa muito grande dos alunos brasileiros. Todos trabalhando em equipe para liberar essa novidade na comunidade científica, no paper publicado em 2018”, diz Lorena.

Os Tupan são capazes de produzir proteínas, elementos biológicos usados na identificação de doenças, uma das frentes do trabalho atual de Lorena, em pesquisa de pós-doutorado. “Trabalho tentando entender o ciclo dos vírus gigantes em determinadas células hospedeiras. Por exemplo, o Tupanvírus, que se multiplica em diferentes células de amebas. E temos começado a pensar em aplicações biotecnológicas para os vírus gigantes, como o emprego para produção de proteínas”, explica a pesquisadora.

Leia mais sobre o Tupanvírus.

Premiados

Mauro Martins Teixeira, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, foi o docente ganhador na área Virologia: Atacando o vírus e novos usos, pelo Prêmio Nanocell. Teixeira participa de um estudo sobre desenvolvimento de terapia peptídica que controla a infecção e protege contra a lesão induzida pelo zika vírus. O estudante Luiz Gustavo Pimenta Martins foi o vencedor na área Nanotecnologia: da produção à aplicação.

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