As barras de cereal se popularizaram como lanches rápidos e práticos, ganhando preferência na dieta de quem se esforça para emagrecer.

No entanto, o consumo dessas barrinhas pode ser uma armadilha, pois muitas delas têm alto teor de açúcar e gordura.

Outro alimento frequentemente consumido por quem está de dieta é o famoso chá de hibisco.

Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), duas pesquisadoras dedicaram-se a unir a praticidade da barra de cereal com as vantagens nutricionais do hibisco.

Nos departamentos de Química e de Engenharia de Alimentos, a estudante Vitória Pinto dos Santos e a professora Luciana Lopes Silva Pereira uniram seus esforços de pesquisa para colocar todos os benefícios da flor de hibisco em barras de cereal.

Benefícios do hibisco

Além dos benefícios nutricionais agregados à adição do hibisco, as barras desenvolvidas na UFLA ainda contêm 60 calorias em uma porção de 20 gramas, ou seja, são menos calóricas do que a barra convencional encontrada no comércio (em torno de 70 calorias).

O hibisco é uma planta exótica de origem africana. Rica em compostos antioxidantes, a planta é popularmente conhecida por sua ação diurética.

Para a pesquisa, o hibisco foi desidratado e se tornou ingrediente de geleia sem adição de açúcar.

Com a fórmula, as pesquisadoras criaram duas barras de cereais: uma recheada e outra com a geleia misturada na composição.

Para enriquecer o alimento, foram acrescentados aveia, rica em fibras e proteínas, e óleo de chia, famoso pelo alto teor de antioxidantes e ômega 3.

Vitória Pinto dos Santos e sua orientadora, Luciana Lopes Silva Pereira. Reprodução / UFLA

Barras de cereal aprovadas no teste de sabor

Oitenta voluntários avaliaram as barrinhas desenvolvidas nos laboratórios da UFLA nos quesitos sabor, textura, aparência e impressão global.

“A composição da barra foi pensada para atender valor nutricional e pelo menos 85% dos participantes aprovaram o produto”, informou a estudante Vitória Pinto dos Santos.

Os efeitos da adição da geleia de hibisco em barra de cereal convencional também foram analisados.

A inovação duplicou o percentual de fibras e proteínas do produto:

“Comprovamos a diminuição da quantidade de lipídios (gordura) e a redução de carboidratos no alimento”, afirmou a orientadora, a professora de Bioquímica Luciana Lopes Silva Pereira.

Confira o resumo da pesquisa também em vídeo:

Há quatro anos, a UFLA investe em pesquisas para desvendar a flor de hibisco.

 

Com informações da Assessoria de Comunicação da UFLA.