Qual será o futuro do dinheiro utilizado há tempos pela humanidade com a chegada das moedas virtuais? Trata-se de uma discussão polêmica que gera incertezas de como a sociedade irá lidar com isso, não no futuro, mas a partir de agora. Diante disso, o tema foi um dos painéis discutidos no último dia do Pint Of Science realizado na Cafetaria MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal. Com o título “O Futuro da Moeda: fim do dinheiro em espécie? Dispositivos eletrônicos? Dinheiro virtual? Criptomoedas?”, o debate demonstrou algumas situações envolvendo essa realidade das moedas virtuais, as criptomoedas, já presente nos tempos atuais.

O painel foi comandado pelo professor João Carlos Oliveira Caetano, Mestre em Administração, Especialista em Adm. De Sistemas de Informação e especialista em tecnologias; juntamente com o economista Pedro Almeida, Mestre em Gestão de Portfolio pelo IAE Gustave Eiffel /França e especialista na área de câmbio e operações estruturadas. Após a apresentação, a dupla respondeu a uma boa quantidade de perguntas que foram realizadas.

Criptomoedas e o futuro do dinheiro

O início da apresentação foi exatamente mostrar do que se trata as criptomoedas. Isso porque muito se fala delas, no entanto, pouco se conhece do que realmente se trata e o seu funcionamento. Em sua explicação, Pedro Almeida observou que as criptomoedas nada mais são do que a reprodução do papel moeda em forma eletrônica. Nela, protocolos multivalidados por uma rede descentralizada garantem que a moeda não seja duplicada, ou seja, diferente dos bancos centrais, a rede não pode “imprimir ou criar mais dinheiro” a não ser que isso tenha sido proposto desde o início. “Elas surgiram como conceito a partir da publicação do estudo do Bitcoin em 2008, mas suas primeiras transações aconteceram em 2009”.

Sobre o futuro da atividade, os especialistas observaram que ainda está muito no início para saber ao certo onde vai parar. Eles salientaram que muito se falou sobre criptomoedas pelo fato do desenvolvimento e aparecimento do Bitcoin, que ganhou grande destaque na mídia, principalmente por sua valorização nos últimos anos. “Agora, se o dinheiro usado atualmente vai acabar é complicado dizer. Acredito que demore muito, mas a tendência é que ele deixe de existir, pois há estabelecimentos na Europa que não aceitam mais dinheiro papel e até países inteiros possuem planos para o fim das transações desse tipo de moeda”, acredita Pedro.