Um grupo de estudantes de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ganhou  o 1º lugar em três competições: o Ultrahack Sprint II, com a melhor solução utilizando gamificação no tratamento de paciente portador de Doença de Parkinson, premiado pela farmacêutica Orion com 7 mil euros; melhor projeto no desafio da saúde, com o Smart Watch Polar M600 e 1º Lugar Geral do evento Reboot Finland, competição realizada na maior feira de tecnologia e inovação da Europa, a Slush, realizada em Helsinki, na Finlândia e que rendeu o prêmio de 5 mil euros para os estudantes.

De acordo com um dos idealizadores do aplicativo, Bruno Nascimento, o programa desenvolvido como parte do desafio proposto pela Farmacêutica Orion, uma das maiores indústrias de medicamentos para portadores de Parkinson, teve como objetivo gamificar o tratamento dos pacientes, tornando-o menos excludente e diminuindo o potencial que esta doença tem de isolar o paciente do convívio em sociedade. “Percebemos logo que uma solução que transforme o tratamento da enfermidade em um jogo não deveria lembrar o paciente da sua condição, e sim fazê-lo lembrar de como ele pode ser feliz e amado por seu círculo social, que é o objetivo do nosso aplicativo. ”, pontua.

O dispositivo detecta variações no tremor do paciente, alterações nos batimentos cardíacos e indica os horários para se medicar, além de calcular quando será o melhor horário de tomar os remédios e sugerir atividades para o paciente. “Ações simples que podem fazer com que o portador de Parkinson volte a ter um convívio saudável em sociedade, como ligar para um amigo, realizar um exercício físico durante um determinado período. ”, pontua.  Ao realizar esta atividade o paciente recebe um prêmio, a possibilidade de fazer um pedido ao seu círculo de amigos e familiares. E estes aos receberem o pedido irão competir, de uma maneira saudável, para ver quem é o familiar que traz mais carinho e atenção a este paciente.

Mal de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa neurológica que pode causar tremores e lentidão. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. Só no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com o problema. A cura ainda não foi alcançada, mas há estudos em nível experimental sobre o tratamento com células tronco. Fonte: Ministério da Saúde.