O Alto Paranaíba destaca-se como tradicional região agrícola do Estado, de elevada produção alimentícia e exportação de vários tipos de alimentos para outros centros comerciais do país. Uma delas, praticada em pequenas propriedades por agricultores familiares, é o cultivo do maracujazeiro. A questão é que, nesta região, o maracujazeiro, é constantemente acometido por doenças que ocasionam redução de seu plantio e consequente aumento no custo de produção. Isto acaba refletindo no custo alto que é repassado ao consumidor final.

Pensando nisto, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), com o apoio da FAPEMIG, desenvolveram estudos que visa o melhoramento genético do maracujazeiro. De acordo com o coordenador do projeto, Carlos Eduardo Magalhães dos Santos, o primeiro passo foi a seleção das plantas mais resistentes às doenças que ocorrem na região. Santos disse que testes foram realizados e que a pesquisa avança, com resultados interessantes. “Obtivemos resultados promissores na seleção de plantas resistentes, ou que apresentam um grau de tolerância à doença, viabilizando o cultivo com a redução na quantidade de agroquímicos a serem aplicados e consequentemente reduzindo o custo de produção. ”, explica.

Ainda, de acordo com o pesquisador, o trabalho de melhoramento genético continua com a realização de intercruzamentos entre as plantas resistentes e produtivas. O objetivo é gerar maracujazeiros com acúmulo de resistência e também desenvolver escalas de avaliação do progresso da doença.