Sempre fez parte dos sonhos humanos mais antigos trabalhar com a previsibilidade dos acontecimentos. Antecipar ou tentar prever as coisas sempre foi uma busca constante da ciência e muitas vezes o combustível que aguçou os sentidos dos pesquisadores engajados nas diversas áreas.

Na relação com a natureza não foi diferente.  Na busca por prevenir os possíveis danos e prejuízos eventualmente causados pelas mudanças climáticas, diversos estudos foram desenvolvidos por pesquisadores de áreas como a meteorologia.

Nesse ramo, a possibilidade de previsão existe, e faz parte da rotina dos ‘homens e mulheres do tempo’, que levam em conta uma série de registros referentes a fatores como temperatura, umidade e velocidade dos ventos, antes de atestarem as chances reais de chuva e mudanças no tempo.

Para o meteorologista Heriberto dos Anjos, um dos responsáveis pelo Instituto TempoClima, da Puc Minas, além dos dados oferecidos pelos equipamentos de medição diária, é fundamental que o profissional da área conheça a fundo o clima da região onde atua, o que por si só já oferece uma compreensão dos eventuais fenômenos meteorológicos comumente percebidos em determinados municípios.

 

“Na região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, as informações catalogadas nos permitem dizer que as nuvens com maior desenvolvimento vertical, que provocam chuvas fortes, rajadas de vento, chuvas com raios e até granizo são as Cumulus Nimbus“.
Conhecer os tipos de nuvens mais comuns é fundamental para uma análise técnica coerente do clima de uma região.

Ainda segundo o profissional, como aliado essencial nesse processo, também constam mapas e imagens gerados via satélite contendo o movimento das nuvens e massas de ar diariamente.

Fomos até o instituto TempoClima,  parceiro da Prefeitura de Belo Horizonte nas medições meteorológicas oficiais do município, mostrar como funciona na prática essas previsões que são fundamentais diante de uma instabilidade climática cada vez maior. Confira!