O curta-metragem Uótizap, dirigido pelo pesquisador Marcelo Branco, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi exibido em mais de 10 festivais nacionais e internacionais. O filme retrata cenas cotidianas em que uma menina disputa a atenção do pai com o smartphone.

Além do curta, Marcelo produziu uma história em quadrinhos sobre o mesmo tema. Ele também é quadrinista, professor, escritor, e dublador.

A linguagem do curta remete justamente ao mundo os quadrinhos. É um vídeo atual, que sensibiliza para o uso excessivo de celulares e aplicativos de conversa. A temática tem contribuído para a inserção do curta em festivais de cinema de diversos países, como Austrália, Estados Unidos, Paquistão, Malta e Grécia.

Uótizap também figurou em mostras nacionais, como o Anima Multi 2015 (Festival Internacional de Animação para Internet), Cinevana Rio 2016 (RJ), FestCineAmazônia 2015 (RO), Mostra de Cinema Caratinga 2016 (MG) e Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis (SC).

O filme tem apenas um minuto de duração, mas foram necessários três meses para Marcelo Branco produzir dois mil desenhos digitais, por meio da técnica rotoscopia. O produtor faz a filmagem e a partir das imagens é feito o desenho em cima para captar a rota, o movimento do ator.

O filme de animação 2D foi produzido no projeto Programa Animare, que é realizado pela F7 Filmes e Associação Animare, uma associação de animadores da qual Marcelo Branco faz parte.

UÓTIZAP from AnimareF7 on Vimeo.

Origem do trabalho

Desde 2002, o pesquisador realiza oficinas de animação nos ensinos fundamental e médio de escolas de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. As Oficinas F7 de Animação são realizadas pela Animare. De acordo com Marcelo Branco, a principal forma de financiamento das atividades é a Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

O curta Uótizap nasceu no contexto das oficinas. Crianças e adolescentes realizaram os primeiros desenhos que iriam sobrepor as filmagens da Praça Tubal Vilela, em Uberlândia, para compor o material.

Na oficina os estudantes fizeram cerca de 30 desenhos, uma espécie de esboço que foi aprimorado por Marcelo Branco. Segundo o pesquisador, as crianças experimentaram a técnica, mas depois ele fez a parte profissional.

Inspiração para Uótizap

Inspirado pelas pesquisas de mestrado no Programa Pós-Graduação em Tecnologias, Comunicação e Educação da Faculdade de Educação da UFU (PPGCE/Faced), Marcelo Branco resolveu contar a história do curta de outras formas com caráter transmídia.

Ele publicou o material em história em quadrinhos na Social Comics, serviço de conteúdo por demanda que reúne publicações do gênero. O pesquisador juntou outras histórias sobre o mesmo tema do curta para montar o e-book.

Com informações da Assessoria de Imprensa da UFU.