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Alergia a animais é comum e afeta muitas pessoas. O que pouca gente sabe é que os animais também têm alergias, que precisam ser reconhecidas e tratadas.

Segundo médicos do hospital veterinário da UFMG, no cão, existem três tipos principais de alergia:

  • a relacionada à pulga
  • a alimentar
  • a atópica  (provocada por elementos presentes no ambiente, como ácaros, poeira e pólen)

O  sinal mais recorrente de alergia é a coceira, porém, para que se realize o diagnóstico de alergia, é necessário  um processo de exclusão, já que um animal que se coça muito nem sempre apresenta o problema.

A exclusão se dá por meio de testes que buscam identificar se o animal possui alguma infecção secundária ou os chamados ectoparasitas. O local da coceira também ajuda no diagnóstico. A região lombar, por exemplo, indica, quase sempre, alergia a pulgas.

Já os animais que lambem muito as patas e coçam as axilas, pescoço e face costumam apresentar alergia alimentar ou atópica. Em casos graves, os pets podem inclusive se automutilar ou desenvolver feridas infecciosas, causando mal cheiro.

Reações alérgicas podem ser hereditárias e existem algumas raças mais propensas como lhasa apso, pug, shih tzu, shar-pei, poodle, yorkshire, bull terrier, bulldog inglês, bull dog francês, dálmata, golden retriever, pastor alemão e boxer.

O acompanhamento médico é fundamental e pode significar grandes mudanças na rotina e alimentação dos animais. Hoje existem, inclusive, rações hipoalergênicas e dietas restritivas personalizadas para cada caso.

O tratamento do sintomas normalmente se dá pelo uso de antialérgicos,  corticoides ou corticosteroides, mas o indicado é identificar a causa da alergia para um tratamento mais duradouro e efetivo, que cause menos efeitos colaterais.

Aperfeiçoamento profissional

Segundo Adriane Pimenta da Costa Val , da Escola de Veterinária da UFMG, “os casos dermatológicos representam grande parte do atendimento na clínica médica de pequenos animais, o que demanda do clínico veterinário constante atualização de seus conhecimentos”.

De acordo com Val, embora sejam comuns, as doenças dermatológicas são frustrantes para o clínico, porque podem apresentar resistência e nem sempre o dignóstico é fácil.

Em 2013, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais e a Escola de Veterinária da UFMG lançaram um caderno técnico dedicado à dermatologia em cães e gatos. 

Nele, é proposta uma metodologia para abordagem de pacientes dermatopatas. Esta metodologia se baseia nos seguintes passos:

  1. identificação, com a caracterização da espécie, raça, idade e pelagem;
  2. histórico completo para compreensão da progressão das lesões e, consequentemente, a evolução da doença;
  3. investigação detalhada dos sinais clínicos relacionados a outros órgãos;
  4. destaque para o nível de atividade do paciente, tolerância a exercícios, ingestão de água, apetite e alterações nas fezes e urina;
  5. questionamento sobre a presença e localização do prurido, elucidando suas manifestações nos pequenos animais, tais como lamber-se, mordiscar-se ou esfregar-se em objetos ou paredes;
  6. realização de exames clínicos;

De acordo com a veterinária, a maioria dos exames pode ser feita no consultório, o que reduz os custos e permite um diagnóstico mais rápido e o início precoce do tratamento.

Em determinados casos, exames complementares mais invasivos podem ser necessários para o diagnóstico de uma dermatopatia, e biópsias incisionais devem ser indicadas.

Para saber mais:

Serviço:

O atendimento no Hospital Veterinário da Escola de Veterinária é realizado pela equipe de dermatologia, composta por professores e por alunos da graduação, da pós-graduação e residentes que acompanham as consultas.  Para realizar uma consulta, é necessário agendamento pelo telefone 3409-2000 ou diretamente na recepção do Hospital Veterinário.