Ciência e Olimpíadas sempre andaram juntas. Desde os primórdios das Olimpíadas Modernas, o Barão Pierre de Coubertin incentivou a pesquisa nos diversos campos do conhecimento.

Em 1938, Ioannis  Ketseas e Carl Diem, dois apaixonados pelo Movimento Olímpico, planejaram a criação de uma instituição com o nome de Academia Olímpica Internacional (AOI). Na 38ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), realizada no Cairo, Egito, seus membros foram informados sobre a criação da AOI, inaugurada oficialmente no dia 14 de junho de 1961, na Grécia.

 

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Sede da Academia Olímpica Internacional, na Grécia

Desde então, muitas outras ações foram implementadas, como, por exemplo, as Sessões Internacionais para Jovens Participantes. Progressivamente, a AOI implantou outros programas educacionais voltados para questões do Movimento Olímpico. Atualmente, mais de 40 eventos diferentes são realizados por ano nas instalações da Academia.

A Academia Olímpica Brasileira (AOB), fundada em 1998, é um órgão do Comitê Olímpico do Brasil (COB) filiado à AOI e também tem sede em Olímpia, na Grécia. Seu foco principal está na produção e difusão de conhecimento sobre o Olimpismo, com ênfase no contexto brasileiro.

Centros de Estudos Olímpicos

O IOC Olympic Studies Centre (OSC) é outro braço olímpico conectado ao universo científico. Localiza-se em Lausanne, Suíça, e reúne publicações e estudos mundiais sobres as Olimpíadas. Disponibiliza para pesquisas arquivos históricos de 1894 a 1994, já que as informações oficiais relativas às Olimpíadas passam por embargo de 20 anos antes de serem liberadas ao público.

O Centro é responsável pelos projetos de distribuição de bolsas de estudos a doutorandos interessados em estudar temas Olímpicos, assim como convênio com universidades de todo o mundo.

Entre as pesquisas realizadas por brasileiros, estão:

– Inclusion of women in the Olympic Games and organizational bodies of the IOC / Ana Maria Miragaya (University of Gama Filho, Brazil) – 2004

Rio 2016 and sport legacies: the legacies of the Olympic Games for youth at-risk in Rio de Janeiro/ Arianne Carvalhedo Dias Dos Reis (Southern Cross University, Brazil) and Fabiana Rodrigues de Sousa Mast (Institut für Sport und Sportwissenschaft, Switzerland) – 2012

Olympic Values nowadays / Holger Preuss (Johannes Gutenberg-Universität Mainz, Germany), Lamartine P. Dacosta (Universidade do Estado Do Rio de Janeiro, Brazil), Norbert Schütte (Johannes Gutenberg-Universität, Germany) – 2014/2015

O OSC é também a principal conexão entre o Movimento Olímpico e as universidades. Hoje, existem cerca de 40 Centros de Estudos Olímpicos, constituídos por indivíduos ou universidades envolvidos em pesquisas relacionadas às Olimpíadas.

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Sede do Centro de Estudos Olímpicos em Lausanne

No Brasil, existem três centros oficiais, na Universidade do Espírito Santo, coordenado por Otávio Guimarães Tavares da Silva, na UERJ, coordenado por Lamartine Dacosta e na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, dirigido por Luciano Castro e Nelson Todt.

Hoje, milhares de pesquisadores em todo o mundo ajudam atletas a desenvolver técnicas de treinamento, dieta, equipamentos e controles de dopagem. Para os espectadores, a ciência contribui no planejamento urbano, controle de multidões, segurança e saúde pública. Quem assiste de casa utiliza as tecnologias de transmissão e  dados, que permitem o acesso a imagens e resultados em tempo real.