Fotos: Vivian Teixeira

Fotos: Vivian Teixeira

Animais silvestres taxidermizados (ou empalhados, como se costuma dizer popularmente) chamam a atenção de quem passa pela Tenda Jovem, uma das atividades da SBPC Jovem, que acontece em São Carlos (SP) até o próximo sábado, 18 de julho.

A exposição é uma iniciativa do projeto Bicho: quem te viu, quem te vê, do Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP, que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação da fauna.

Os animais expostos – onça parda, lobo guará, jaguatirica, macacos, dentre outros – foram recolhidos às margens de rodovias, depois de serem atropelados. Eles passam, então, pelo processo de taxidermia, que consiste na retirada dos órgãos; construção de uma estrutura interna de arame; preenchimento com materiais como algodão e estopa, além da utilização de substâncias químicas para manter a conservação.

No estande da SBPC Jovem, é permitido que os visitantes toquem nos bichos, justamente para sensibilizar as pessoas. “Na maioria dos lugares onde têm esses animais taxidermizados, não pode passar a mão, por causa do problema de cair o pelo. Aqui, não: nós deixamos livre para as crianças passarem a mão e ter esse contato mais direto com os animais”, conta a estudante Isabela Ribeiro Martins dos Santos.

A exposição simula uma autoestrada, com destaque para placas indicativas da travessia de animais e que orientam a redução da velocidade. O projeto também promove a criação de “passagens de fauna” nas rodovias, a partir de informações disponibilizadas pelo Urubu Mobile, aplicativo que ajuda a identificar os pontos com maiores índices de atropelamentos.

A ferramenta faz parte do Sistema Urubu, desenvolvido pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que já conta com mais de 15 mil usuários. Os colaboradores registram informações de atropelamento de fauna selvagem em todo o Brasil.

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