12 de março: Dia do Bibliotecário

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“Sempre imaginei o paraíso como um tipo de biblioteca”. A célebre frase de Jorge Luis Borges apareceu pela primeira vez nos versos do “Poema de los dones”, escrito pelo autor quando nomeado diretor da Biblioteca Nacional da Argentina, em 1955. Hoje, dia 12 de março, recuperamos a fala desse autor para celebrar o dia do bibliotecário, tendo por base esse espaço que, num primeiro momento, atribui significado e razão de ser a esse profissional: as bibliotecas.

Contemporaneamente, muito se discute sobre o papel das bibliotecas e seus profissionais. A produção científica sobre o tema é vasta, apontando múltiplos caminhos, pois tal reflexão vincula-se de forma muito forte à própria discussão em torno do papel da informação e do conhecimento na sociedade.

Sendo assim, o que gostaríamos de propor a você, leitor, é o desafio de perceber as bibliotecas para além do armazenamento dos livros. Bibliotecas são espaços culturais dinâmicos! Vinculam-se à liberdade, à imaginação e à comunicação.

A função do bibliotecário vai muito além da classificação e da indexação de livros e documentos diversos, mas ele assume o papel de mediador: um mediador do processo informacional, um agente de inclusão social, ou seja, alguém apto a nos ajudar a navegar nesse vasto universo informacional.

A valorização das bibliotecas e de seus profissionais é algo extremamente importante. Como afirmou Neil Gaiman*:

“temos a obrigação de apoiar as bibliotecas. De usar as bibliotecas, de encorajar outras pessoas a utilizarem as bibliotecas, de protestar contra o fechamento delas. Se você não valoriza as bibliotecas, então, você não valoriza a informação ou a cultura ou a sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e prejudicando o futuro”.

Se você gostou do tema e quer saber mais sobre o universo da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, acesse os links abaixo. Boa navegação!

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*Neil Gaiman em palestra proferida na “Reading Agency”, em Londres, e publicada em 2013 no jornal The Guardian.

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