A ciência, segundo Millôr

Millôr Fernandes foi um dos mais geniais criadores nascidos no Brasil. Ele esteve presente nos momentos mais luminosos da imprensa brasileira do século XX para cá, como a revista Senhor e o semanário Pasquim.  Na última sexta-feira, morreu em Londres um companheiro seu nessas duas publicações, ele também brilhante: Ivan Lessa. Algumas semanas antes, em 27 de março, Millôr encerrara seus trabalhos.

Como aperitivo para os internautas, seguem aqui 5 máximas sobre a Ciência e uma sobre os Cientistas, que estão em Millôr, a Bíblia do Caos (L&PM Editores), com 5.142 frases definitivas do “guru do Meyer”, com o bom (ou mau) humor que lhe era característico, e que a MINAS FAZ CIÊNCIA vivamente recomenda:

CIÊNCIA
– O sol nasce todos os dias. Mas espero tranqüilo, na minha total certeza do impossível, que o sol não nasça um dia. E nesse dia aparecerão cientistas declarando: “Bem, verifica-se que, de um bilhão de anos um bilhão de anos, o sol não nasce um dia.”

– Ciência, para efeito de prestígio, é palavra usurpada por inúmeras atividades profissionais, inclusive as mais absurdamente não-científicas, como economia, psicologia e sociologia.

– Uma das características das leis imutáveis da natureza é mudarem sempre que aparece um cientista menos estúpido (ou mais brilhante, vá lá) do que os anteriores.

– No dia em que se souber que realmente estamos sós no Universo, e a ciência ampliar cada vez mais o nosso desconhecimento das coisas, vamos todos nos suicidar. A ciência já é, na verdade, a responsável pela instabilidade psicológica do ser humano. Sobretudo dos cientistas.

– Todos sabem que a ciência tem seus lados negativos: a invenção do microscópio provocou o aparecimento de milhões de micróbios.

 CIENTISTAS
– Por que os cientistas vivem descobrindo novas formas de doenças e não conseguem descobrir uma forma definitiva de saúde?

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