Glaciologista analisa futuro de pesquisas brasileiras na Antártida

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Um incêndio, que começou na madrugada do dia 25 de fevereiro, um sábado, destruiu a maior parte da Estação Comandante Ferraz, base científica onde se fixava parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) desenvolvido no continente gelado. Durante o incidente, dois militares da Marinha, que integravam o grupo responsável pela segurança na base, morreram tentando apagar as chamas na sala de máquinas. E um terceiro militar ficou ferido.

A equipe de Simões, no momento da inauguração do novo módulo Criosfera 1 – a 2500 km ao Sul da Estacão Comandante Ferraz. O módulo está equipado para pesquisas glaciológicas, geofísicas, e da química da atmosfera (Foto de arquivo pessoal)

E agora? Como ficam as pesquisas desenvolvidas na região? Ondas da Ciência fez essa e outras perguntas ao pesquisador Jefferson Cardia Simões (+), PhD em Glaciologia, membro do Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas do Ministério da Ciência e Tecnologia, diretor do Centro Polar e Climático da UFRGS e coordenador do INCT da Criosfera.

Engajado, o professor analisa a importância do programa, alerta para alguns mitos, como a crença de que o continente gelado é muito longe do Brasil, e ensina que a Antártica é parte essencial do sistema ambiental do planeta, influenciando, e muito, no clima do nosso país.

“Lá, pequenas mudanças, como um pequeno aquecimento da atmosfera, têm impacto muito maior do que no caso dos organismos dos trópicos ou subtrópicos”, diz, justificando por que as pesquisas na área podem permitir criar modelos e antever reflexos em nosso país.

Ouça o post. Enquanto isso, a gente está fechando uma versão impressa dessa entrevista, com mais informações, para a revista Minas Faz Ciência, edição número 49, que logo logo estará sendo distribuída, com diversas outras notícias de ciência, tecnologia e inovação (www.fapemig.br)

Produção e entrevista: Marcus Vinicius dos Santos

Atualizada em 26/04/2012

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