Seminário de neurociências e engenharia discute crack, memória, arte, ressonância e medo de bicho

Por cinco dias alguns dos maiores renomes da área, do Brasil e do exterior, vão se encontrar em evento em BH que também vai oferecer gratuitamente atividades culturais ao mineiro

De 19 a 24 de setembro, durante a 1ª Semana de Neurociências da UFMG, com caráter internacional, serão realizados no campus Pampulha e no campus Saúde, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, com apoio da FAPEMIG, o 5º Simpósio de Neurociências da UFMG e 1º Encontro de Engenharia Biomédica, evento que não será dirigido apenas a acadêmicos e profissionais desse campo, mas também à população, em geral.

As neurociências, é bom destacar, estudam o sistema nervoso e suas alterações – em homens e animais. Desde sua estrutura, desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o comportamento e a mente.

Para tanto é primordial o trabalho conjunto de profissionais das ciências básicas, como biologia, fisiologia, anatomia, matemática e física em conjunto com demais disciplinas que explicam o comportamento, o processo de aprendizagem e cognição humana bem como os mecanismos de regulação orgânica, para contribuírem mutuamente para a melhor compreensão dos complexos fenômenos envolvidos nos processos cerebrais e do comportamento: psicologia, psiquiatria, endocrinologia, biomedicina, e as profissões das ciências exatas, como física e engenharias, são algumas delas.

Programa atraente
Sob coordenação dos professores Ângela Maria Ribeiro, do Instituto de Ciências Biológicas, e Carlos Júlio Tierra Criollo, da Escola de Engenharia, a abertura da Semana de Neurociências, no dia 19, será com a palestra “Quem tem medo de bicho?”, do professor Ângelo Machado, da UFMG, das 15h30 às 17h, no Auditório da Reitoria, no campus Pampulha.

Na seqüência, um painel de debates sobre a História da Ciência. Às 17h30 é a vez do Grupo Música Viva. Das 18h30 às 21h30, o filme “O homem duplo”, dirigido por Richard Linklater, será comentado pelo médico Valdir Campos, seguido de debate. Pela manhã, na maioria dos dias serão ministrados cursos científicos.

Durante toda a semana, das 14h às 16h estão previstos dois eventos paralelos, um painel com seis temas sobre engenharia e saúde, e atividades de extensão: a exposição “Desenhando o cérebro”, que mostra a visão desse órgão por meio da arte infantil. Além da oficina “Deixando de fumar sem mistérios” e dos painéis “Convivendo com a esquizofrenia: um bate-papo com especialistas” e “Esclerose Múltipla: contribuições das pesquisas para a melhoria da qualidade de vida”.

Estão previstos temas sobre a memória, dentre eles um sobre uma pesquisa americana que propõe um mecanismo alternativo em casos de problemas no mecanismo normal, na quinta, e na sexta, uma grande mesa sobre a “Dependência por crack: a sífilis do século XXI”. Na sábado, às 10h30, o destaque é para um estudo francês “Pensar no mundo contemporâneo e inovar na produção do conhecimento”. Às 18h30, “Sono, Sonho e Memória: revisitando Freud”, por professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Atividades gratuitas – Para a programação aberta ao público não haverá inscrição prévia, mas a participação será limitada à capacidade das salas onde os eventos acontecem, de segunda a sábado, sempre a partir das 17h30. Serão exposições, espetáculos musicais, cinema, tudo comentado, para que se possa compreender a relação entre as neurociências e o funcionamento do cérebro.

Mais informações – A programação completa, locais e horários dos eventos, e outras informações, na página eletrônica.

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