Monitorados por um adesivo

Sensor eletrônico promete facilitar as avaliações médicas de pacientes e diminuir os custos com equipamentos hospitalares

Imagem: Divulgação

O doutor “x” sai de sua sala em um hospital da Califórnia e sabe que mais de 20 pacientes, em estado crítico, esperam sua visita. Ele olha o relógio e percebe que seu atraso ultrapassa uma hora. Apesar de ter tantas pessoas esperando atendimento, ele não se preocupa, pois enquanto tomava café na cozinha de casa ligou seu Ipad e pôde fazer uma primeira avaliação do funcionamento respiratório e cardíaco dos seus pacientes.

A história fictícia contada acima pode ser vivenciada no mundo real por profissionais da saúde em alguns anos. Isso porque cientistas norte- americanos da Universidade de Wisconsin estão desenvolvendo um adesivo que possui uma lâmina eletrônica de alta resistência e mais fina que um fio de cabelo para ser fixado na pele de pessoas hospitalizadas.

Para fazer a fixação, é necessário esfregar o decalque na água, grudar na pele e retirar o plástico permanecendo no paciente apenas a parte eletrônica. O procedimento é o mesmo das tatuagens de curta duração.

Testes iniciais já foram realizados com o objetivo de fazer a medição de atividades elétricas da perna, coração e cérebro. O resultado encontrado foi parecido com o que é feito por aparelhos tradicionais. Outra característica que foi possível verificar é a permanência da lâmina na pele que permaneceu grudada por 24 horas sem causar qualquer reação alérgica. Porém, um período maior que o analisado já demonstrou a necessidade de troca do sensor, pois a pele produziu novas células que interferiram na medição de atividade elétrica do paciente.

Fonte: BBC Brasil

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