Ao longo das décadas de 1960 e 1970, período dos tenebrosos “anos de chumbo” no Brasil, muitos foram os professores e pesquisadores que, voluntária ou involuntariamente, saíram do País rumo a outras instituições de ensino e pesquisa ao redor do mundo. Pouco tempo depois, quando do início do processo de redemocratização, já nos anos 1980, tais “cérebros” retornam à terra natal e, de certo modo, tornam-se responsáveis por garantir novos contornos à ciência e à educação por aqui praticadas.

Além de novos conhecimentos, tais estudiosos, exilados em diversos pontos do planeta, acabaram não só por absorver conhecimento, como também por desenvolver importantes relacionamentos com pesquisadores e institutos estrangeiros – que, aliás, passam a frequentar assiduamente os centros de pesquisa do País. Intensifica-se, desse modo, o processo de internacionalização que viria a culminar, entre outras coisas, com o definitivo ingresso dos brasileiros – e suas investigações – na vasta rede mundial de “produtores” de ciência.

Afora a riqueza da aproximação entre indivíduos com culturas, línguas e tradições completamente distintas, um dos resultados mais interessantes de tal intercâmbio internacional está na possibilidade da produção de “saber compartilhado”. Afinal, nada melhor do que a multiplicação de olhares – sempre questionadores – sobre o homem, a natureza e a vida que não para, não é, mesmo?

Ciente de tais possibilidades, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) também tem investido amplamente em projetos de estímulo à internacionalização. Com financiamento da Entidade, inúmeros pesquisadores mineiros, ligados a diversas áreas do conhecimento, desenvolvem estudos em parceria com colegas de países como França, Estados Unidos, Israel, Canadá, Austrália, Itália e Alemanha.

Como forma de explicar a natureza e a especificidade desses projetos, está sendo preparada uma edição especial da revista Minas faz Ciência – que chegará às mãos dos leitores ainda neste semestre – com reportagens sobre o tema da internacionalização em Minas Gerais. Não pense o caríssimo leitor, contudo, que tudo isso será feito apenas a partir do trabalho dos profissionais de comunicação ligados à FAPEMIG. A boa notícia é que você poderá nos ajudar em uma das reportagens da publicação!

Sim… Mas de que forma? É o seguinte: se você – pesquisador e/ou estudante universitário – já realizou intercâmbio científico em outros países ou recebeu colegas de instituições estrangeiras, conte-nos a sua história. Nós, da revista Minas faz Ciência, queremos saber de tudo: da natureza do projeto que o levou a outras terras aos “causos” divertidos, culturais e/ou acadêmicos que porventura tenha vivenciado. Na reportagem de Minas faz Ciência, abordaremos, justamente, o surpreendente cotidiano dos estudantes brasileiros no exterior (e vice-versa).

Podemos atestar que será um prazer ouvir sua história: basta enviar mensagem para o e-mail mgsj@uol.com.br, endereço eletrônico do jornalista responsável pela reportagem (Maurício Guilherme Silva Jr.), que rapidamente entrará em contato contigo.